quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

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1. A Bela Adormecida

A Bela Adormecida foi desconstruída e virou garota de programa refinada, atendendo em uma distante e intrigante mansão, os desejos de senhores ricos e bem sucedidos enquanto descansa a base de um chá sonífero.

Lucy é a bela adormecida, digo, uma estudante que mora só e que precisa trabalhar em dois lugares para pagar o aluguel, que está sempre atrasado. Um dia, ela lê em um anúncio de jornal que estão contratando garotas para um tipo de serviço à inglesa.

Este serviço é servir jantares, apenas de calcinha e soutien, homens poderosos em um local requintado. Quando assisti me lembrou cenas do filme “De olhos bem fechados”. Assim, para alguns, acredito que para uma maioria, este filme possa ser considerado ‘imundo’.

Alternativo, gostei e garanti boas risadas quando vi os senhores ‘vivendo’ tórridos momentos com a bela adormecida. Questões como falta de virilidade, saudosismo sexual e a maturidade de Lucy são um petisco para quem se aventurar nesta saborosa e agridoce estória. Nota 10.


2. Olhos Azuis

Olhos Azuis é um filme nacional. Não sabia. E mesmo se soubesse, assistiria, pois gostei do tema, mesmo sem esperar pelas cenas que viriam adiante.

Pense em um cara que está se aposentando e celebra com seus amigos, seu último dia de trabalho. Agora, imagine que ele é chefe de departamento de imigração em um aeroporto dos EUA e que resolve tirar ‘sarro’ das pessoas que pretendem entrar no país.

E não vou contar mais nada, pois vale muito a pena assistir. Deu raiva ver como aquelas pessoas foram tratadas e como a falta da língua inglesa, associada à ingenuidade de alguns, foram representadas no filme.

A onipotência de um senhor de olhos azuis fez com que uma pessoa morresse. E ao chegar ao Brasil para desculpar-se, conhece uma prostituta que o ajuda a localizar a família do morto.

E aí o filme chega ao final e maltrata. E morre, mesmo que forçadamente, o onipotente senhor de olhos azuis. Destaque para a atriz Cristina Lago, que deu um “brazilian jingle” com seu inglês. Foi delicioso! Nota 9.  


3. A Pele que Habito

“A Pele que Habito” é um filme surpreendente e ao mesmo tempo, tenso. Como tinha dito no post de segunda – feira, fui ao cinema apenas sabendo que assistiria o novo filme de Pedro Almodóvar e só isto me bastava.

Ok. Ao sair de lá, ainda impressionado, comecei a recomendar o filme para amigos, pessoal do face, etc, etc. Não vou falar dele aqui pois não gosto de estragar a festa de contar o que se passa.

Entender o que se passa na cabeça do médico doente mental, interpretado por Antônio Bandeiras, é loucura. Ele abusou do conhecimento que tinha para desconstruir o ser humano e ‘recriar’ uma cópia fiel de sua esposa.

Além de todo o drama de que é irmão do tigre e mãe da empregada, destaco a fotografia, que é lindíssima. Outro ponto que me chamou muito a atenção foi a composição da casa do médico, com grandes obras de arte e poucos móveis, tudo meio bucólico e ao mesmo tempo, intrigante. O som dos violinos + a hermosa língua espanhola + a presença de cena da cantora do casamento, além das densas interpretações de Bandeiras e a cena final = nota 11. 



6 comentários:

Janaína disse...

quero assistir Olhos Azuis !
fiquei curiosa...

Alan Raspante disse...

A Pele que Habito é mesmo ótimo! Agora, estou doido para conferir este A Bela Adormecida!

Heron Xavier disse...

Oi Janaína! Assista e depois me conte o que achou tá!

E Alan, vale muito...falaram que é filme 'pesado'. Eu não achei.

Abs!

Janaína disse...

assim que assistir te conto! :)

*sobre GG, então, assim como eu, você tbm deve estar achando uma chatice essa história de príncipe, né?! rs sou mais o Chuck tbm!!!

railer disse...

perdi este filme no festival do rio (a bela adormecida). ainda quero vê-lo.

abraços!

Diego Rebouças disse...

Sleeping Beauty e Olhos Azuis são filmes maravilhosos! Para serem vistos e revistos.

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