1. A Bela Adormecida
A Bela Adormecida foi desconstruída e virou garota de
programa refinada, atendendo em uma distante e intrigante mansão, os desejos de
senhores ricos e bem sucedidos enquanto descansa a base de um chá sonífero.
Lucy é a bela adormecida, digo, uma estudante que mora só e
que precisa trabalhar em dois lugares para pagar o aluguel, que está sempre
atrasado. Um dia, ela lê em um anúncio de jornal que estão contratando garotas
para um tipo de serviço à inglesa.
Este serviço é servir jantares, apenas de calcinha e
soutien, homens poderosos em um local requintado. Quando assisti me lembrou
cenas do filme “De olhos bem fechados”. Assim, para alguns, acredito que para
uma maioria, este filme possa ser considerado ‘imundo’.
Alternativo, gostei e garanti boas risadas quando vi os
senhores ‘vivendo’ tórridos momentos com a bela adormecida. Questões como falta
de virilidade, saudosismo sexual e a maturidade de Lucy são um petisco para
quem se aventurar nesta saborosa e agridoce estória. Nota 10.
2. Olhos Azuis
Olhos Azuis é um filme nacional. Não sabia. E mesmo se
soubesse, assistiria, pois gostei do tema, mesmo sem esperar pelas cenas que
viriam adiante.
Pense em um cara que está se aposentando e celebra com seus
amigos, seu último dia de trabalho. Agora, imagine que ele é chefe de
departamento de imigração em um aeroporto dos EUA e que resolve tirar ‘sarro’
das pessoas que pretendem entrar no país.
E não vou contar mais nada, pois vale muito a pena assistir.
Deu raiva ver como aquelas pessoas foram tratadas e como a falta da língua
inglesa, associada à ingenuidade de alguns, foram representadas no filme.
A onipotência de um senhor de olhos azuis fez com que uma
pessoa morresse. E ao chegar ao Brasil para desculpar-se, conhece uma prostituta
que o ajuda a localizar a família do morto.
E aí o filme chega ao final e maltrata. E morre, mesmo que
forçadamente, o onipotente senhor de olhos azuis. Destaque para a atriz Cristina
Lago, que deu um “brazilian jingle” com seu inglês. Foi delicioso! Nota 9.
3. A Pele que Habito
“A Pele que Habito” é um filme surpreendente e ao mesmo
tempo, tenso. Como tinha dito no post de segunda – feira, fui ao cinema apenas
sabendo que assistiria o novo filme de Pedro Almodóvar e só isto me bastava.
Ok. Ao sair de lá, ainda impressionado, comecei a recomendar
o filme para amigos, pessoal do face, etc, etc. Não vou falar dele aqui pois
não gosto de estragar a festa de contar o que se passa.
Entender o que se passa na cabeça do médico doente mental,
interpretado por Antônio Bandeiras, é loucura. Ele abusou do conhecimento que
tinha para desconstruir o ser humano e ‘recriar’ uma cópia fiel de sua esposa.
Além de todo o drama de que é irmão do tigre e mãe da
empregada, destaco a fotografia, que é lindíssima. Outro ponto que me chamou
muito a atenção foi a composição da casa do médico, com grandes obras de arte e
poucos móveis, tudo meio bucólico e ao mesmo tempo, intrigante. O som dos
violinos + a hermosa língua espanhola + a presença de cena da cantora do
casamento, além das densas interpretações de Bandeiras e a cena final = nota
11.


6 comentários:
quero assistir Olhos Azuis !
fiquei curiosa...
A Pele que Habito é mesmo ótimo! Agora, estou doido para conferir este A Bela Adormecida!
Oi Janaína! Assista e depois me conte o que achou tá!
E Alan, vale muito...falaram que é filme 'pesado'. Eu não achei.
Abs!
assim que assistir te conto! :)
*sobre GG, então, assim como eu, você tbm deve estar achando uma chatice essa história de príncipe, né?! rs sou mais o Chuck tbm!!!
perdi este filme no festival do rio (a bela adormecida). ainda quero vê-lo.
abraços!
Sleeping Beauty e Olhos Azuis são filmes maravilhosos! Para serem vistos e revistos.
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